O CDI também tem estratégia
Hoje, a pergunta deixou de ser “quanto rende o CDI?” e passou a ser “como você captura o CDI?”
Por Itaú Asset | 02/07/2026 | 4 minutos de leitura
O CDIB11, por exemplo, tem alocação superior a 90% em Tesouro Selic, com previsibilidade e baixo risco. Ao mesmo tempo, tem uma parcela controlada alocada em Tesouro IPCA+ longo para enquadramento tributário de 15% de IR.
Só que existem detalhes importantes para explorarmos.
O primeiro refere-se ao momento no qual o mercado começa a antecipar um ciclo de queda da Selic, esses títulos de longo prazo tendem a ganhar valor antes mesmo de a redução dos juros acontecer.
Em outras palavras, além do rendimento diário da Selic, o CDIB11 pode capturar ganhos decorrentes da própria mudança de expectativas do mercado. Mas existe um outro ponto relevante: a convexidade.
O nome pode ser complicado, mas na prática ela funciona como um “acelerador” natural da carteira do CDIB11. À medida que os juros caem, a sensibilidade dos títulos aumenta, fazendo com que novas quedas tenham um impacto proporcionalmente maior sobre seus preços.
Já quando os juros sobem, ocorre o contrário: essa sensibilidade diminui, suavizando parte das perdas. É uma característica matemática que trabalha a favor do investidor.
Some a isso a eficiência tributária típica dos ETFs de não terem come-cotas e IOF, reinvestimento dos cupons isento de IR aliada a praticidade do DARF (quando da sua venda) ser recolhido automaticamente pela corretora e você têm uma alternativa que vai além da simples ideia de “acompanhar o CDI”.
No fim, a taxa é a mesma para todos. O que muda é a forma de capturá-la.