A pergunta está errada
Ninguém consegue prever, de forma consistente, qual desses títulos apresentará o melhor desempenho em cada momento
Por Itaú Asset | 07/07/2026 | 4 minutos de leitura
Talvez, então, a pergunta mais importante seja outra. Em vez de tentar descobrir qual será o melhor título, por que não construir uma estratégia preparada para diferentes cenários?
Essa é justamente a lógica da diversificação.
Em vez de concentrar a decisão em um único investimento, o investidor combina diferentes características dentro da carteira, aumentando sua resiliência ao longo do tempo.
Os ETFs podem ser grandes aliados nesse processo.
Com uma única aplicação, o investidor acessa uma estratégia estruturada, reduzindo a necessidade de decidir, a todo momento, qual título comprar ou quando fazer uma troca de posição.
Um bom exemplo é o CDIB11, ETF da Itaú Asset. Sua estratégia combina uma alocação majoritária em Tesouro Selic, que tende a oferecer previsibilidade e baixa volatilidade, com uma pequena parcela em títulos públicos indexados à inflação de longo prazo, utilizada para proporcionar uma estrutura tributária mais eficiente.
Mais do que escolher entre um título ou outro, o investidor passa a acessar uma solução desenhada para a gestão da parcela mais conservadora da carteira, reunindo simplicidade, transparência, liquidez e eficiência operacional.
No fim das contas, investir bem raramente significa acertar qual título será o vencedor do próximo ciclo.
Significa construir uma carteira consistente, alinhada aos seus objetivos e capaz de atravessar diferentes cenários de mercado.
Porque, no longo prazo, disciplina, diversificação e tempo costumam gerar muito mais valor do que a tentativa de prever o próximo movimento dos juros.